
SIM
«O acto sexual é para ter filhos» - disse, na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado, num debate sobre a legalização do aborto. A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:
Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão de
que o viril instrumento
só usou - parca ração! - uma vez.
E se a função faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
Natália Correia - 3 de Abril de 1982
Libertário
«Ser governado é ser espiolhado, inspeccionado, vigiado, dirigido, legislado, regulado, certificado, doutrinado, influenciado, controlado, tributado, pesado, censurado, ordenado por homens que não têm nem o direito, nem o conhecimento, nem a virtude para o fazer. Ser governado significa ser, em cada operação, em cada transacção, em cada movimento, anotado, registado, controlado, taxado, selado, medido, avaliado, tributado, patenteado, licenciado, autorizado, endossado, admoestado, impedido, reformado, indeferido, detido. É ser, sob pretexto do interesse geral, taxado, manobrado, enganado, roubado; depois, à menor resistência, à menor palavra de queixa, reprimido, multado, abusado, molestado, seguido, intimidado, batido, desarmado, garrotado, esfolado, vendido, traído e, finalmente, escarnecido, ridicularizado, insultado, desonrado. É isto o governo, é esta a sua justiça, é esta a sua moral!»
Proudhon (1809-1865) - "L’Idée Générale da la Révolution au 19e siècle"
Proudhon (1809-1865) - "L’Idée Générale da la Révolution au 19e siècle"
MALMEQUER, OU....
Estou profundamente indignado com a vindima!!! Ando eu às uvas e os outros aos morangos...
É com enorme desagrado e amargura que vejo o prestigiado nome "GOTA" associado a um simples jantar convivio.
Lembro-me de que pro altura dos Génesis do GOTA haver um post, criado pelo nosso presidente, em que dizia: ser gota é. Sinceramente, meus caros, acham que este jantar se enquadra num espirito GOTA? Certamente que não...
Contactos pessoais para marcação de jantares?! Já mais, em evento algum, se viu isto no seio dos GOTA... Inscrições sempre feitas no Blog, nas folhas de inscrição ou junto do nosso presidente. Já agora, o "nosso" presidente foi contactado para mais um, suposto, evento GOTA?
Fica aqui uma última questão deste simples GOTA (da velha guarda): porque será que quem menos nos quis, mais nos quer agora??? P'ra onde vais tu GOTA?!
Poema 15
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Pablo Neruda
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Pablo Neruda
Cara Metade
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Pedrinho Do Call-Back
@
15.1.07
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Desejos...
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Pedrinho Do Call-Back
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15.1.07
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