Libertário

«Ser governado é ser espiolhado, inspeccionado, vigiado, dirigido, legislado, regulado, certificado, doutrinado, influenciado, controlado, tributado, pesado, censurado, ordenado por homens que não têm nem o direito, nem o conhecimento, nem a virtude para o fazer. Ser governado significa ser, em cada operação, em cada transacção, em cada movimento, anotado, registado, controlado, taxado, selado, medido, avaliado, tributado, patenteado, licenciado, autorizado, endossado, admoestado, impedido, reformado, indeferido, detido. É ser, sob pretexto do interesse geral, taxado, manobrado, enganado, roubado; depois, à menor resistência, à menor palavra de queixa, reprimido, multado, abusado, molestado, seguido, intimidado, batido, desarmado, garrotado, esfolado, vendido, traído e, finalmente, escarnecido, ridicularizado, insultado, desonrado. É isto o governo, é esta a sua justiça, é esta a sua moral!»

Proudhon (1809-1865) - "L’Idée Générale da la Révolution au 19e siècle"

MALMEQUER, OU....

Estou profundamente indignado com a vindima!!! Ando eu às uvas e os outros aos morangos...
É com enorme desagrado e amargura que vejo o prestigiado nome "GOTA" associado a um simples jantar convivio.
Lembro-me de que pro altura dos Génesis do GOTA haver um post, criado pelo nosso presidente, em que dizia: ser gota é. Sinceramente, meus caros, acham que este jantar se enquadra num espirito GOTA? Certamente que não...
Contactos pessoais para marcação de jantares?! Já mais, em evento algum, se viu isto no seio dos GOTA... Inscrições sempre feitas no Blog, nas folhas de inscrição ou junto do nosso presidente. Já agora, o "nosso" presidente foi contactado para mais um, suposto, evento GOTA?
Fica aqui uma última questão deste simples GOTA (da velha guarda): porque será que quem menos nos quis, mais nos quer agora??? P'ra onde vais tu GOTA?!

Também se arranja...


Poema 15

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

Pablo Neruda

Ouve o Poema 15, com Neruda, aqui
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Cara Metade

Desejos...

...de um resto de dia calmo e um acordar sereno e tranquilo.

Contigo




Dormi contigo, amor,
Despertei, e tua boca
Saída do teu sono
Deu-me o sabor da terra
De água-marinha, de algas
Da tua íntima vida,
E recebi o teu beijo
Molhado pela aurora
Como se me chegasse do mar que nos rodeia.

Trecho de "A Noite na Ilha" de Pablo Neruda

...airótsih atsE

.laicepse ed adan agid oãn euq omsem êl etneg a adot euq tsop mu oçaf euqrop odnemert ozog mu ád oirártnoc oa revercse ed

Voltei...


"E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. "

Fernando Pessoa